Existem cerca de 2.800 satélites vivos orbitando a Terra atualmente. Isso é muito, mas não é absolutamente nada comparado com a quantidade de objetos extintos – também conhecido como lixo espacial – também circulando o globo.

Os cientistas estimam que quase 3.000 satélites mortos estão orbitando nosso planeta, o que não é responsável pelos 900.000 pedaços de destroços com menos de 10 centímetros de comprimento que poderiam causar uma catástrofe se um pedaço atingir o satélite errado na hora errada.

 

 

Cientistas e engenheiros estão trabalhando arduamente para tentar resolver o problema, e a Agência Espacial Europeia está nos estágios iniciais de execução de uma das soluções mais bizarras: uma garra espacial que agarraria satélites extintos maiores e os levaria de volta à atmosfera da Terra, onde o satélite e a própria garra queimariam em paz.

O plano foi inicialmente concebido em 2019, mas agora a ESA está oficialmente assinando um contrato com a startup suíça ClearSpace para construir e lançar sua primeira missão de remoção de entulho, chamada ClearSpace-1.

O primeiro alvo da garra é um VESPA (Vega Secondary Payload Adapter) que orbita a Terra desde que ajudou a lançar um foguete ESA Vega em 2013. O VESPA pesa 112 kg e, de acordo com a ESA, tem o tamanho aproximado de um pequeno satélite.

 

 

A ESA contribui com 86 milhões de euros para o custo da missão. Espera-se que a ClearSpace levante o resto, enquanto tenta fazer um negócio de longo prazo de remoção de lixo. Esperançosamente, esta missão pode se tornar a primeira de muitas, conforme a humanidade descobre maneiras novas e inovadoras de limpar a bagunça gigantesca que é feita do espaço acima de nossa atmosfera.

ClearSpace espera lançar sua primeira missão em 2025.